Botelho visita Centro de Ressocialização Agrícola das Palmeiras
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Politica MT
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Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

A Assembleia Legislativa intensificará ações que culminem em recursos para o Centro de Ressocialização Agrícola das Palmeiras – CRAP, de Santo Antônio de Leverger.

Acompanhado do deputado João Batista e do vereador Dudu Moreira, o presidente da ALMT, deputado Eduardo Botelho (DEM) visitou a unidade presidiária nesta sexta-feira (21), para conhecer as instalações e propor melhorias.

“Essa visita é para verificarmos as instalações e trabalhar para melhorar a unidade. Temos que aumentar a capacidade. O que temos que fazer é isso, pois vivemos nessa guerra onde os presos são cooptados e acabam virando soldados das facções. Temos que ganhar essa guerra. Colocando as pessoas para trabalhar, retirando desse meio para reinseri-las na sociedade. Mato Grosso tem projetos para ser pioneiro nessa área. Objetivo é esse, até final da gestão Mauro Mendes que esse estado seja exemplo para todo país de como tratar a população carcerária”, disse Botelho, ao destacar a importância do trabalho que ajuda essas pessoas a se reintegrarem na sociedade.
Conforme Botelho, através da Comissão de Direitos Humanos da AL, presidida pelo deputado João Batista, será possível contribuir com emendas, projetos e recursos para melhorar o sistema.

“Temos várias questões a serem observadas: uma facção criminosa tomando conta do estado temos aqui um grupo de presos com perfil rural que não precisam ficar no presídio convencional junto com envolvidos com facção criminosa. Temos um terreno adequado, de aproximadamente 650 hectares, que está perdendo para os grileiros e pode ser melhor aproveitado fazendo com que o sistema seja altamente produtivo, reduzindo custo à sociedade. Diversas unidades prisionais do estado tem espaço suficiente para gerar recursos“, afirmou, João Batista ao agradecer apoio do presidente Botelho.

Sob a direção de Pedro Marques de Almeida Júnior, que assumiu o cargo em julho de 2014, a unidade funciona desde 1939 e foi construída por escravos e carece de investimentos. São 27 reeducandos, sendo dois no sistema semiaberto, em breve mais 12 serão transferidos ao CRAP. Mais 35 passam por seleção, triagem feita rigorosamente antes da autorização à transferência.

“É uma unidade mista e todos são aceitos após triagem desde que tenham perfil agrícola, passem pela investigação criminal, psicossocial e são obrigados a trabalhar, estudar e ter religião. São homens que tem família, tem origem e não podemos deixar que sejam cooptados pela facção. Hoje a nossa estrutura está bastante precária, mas conseguindo esse apoio a nossa capacidade será de 120 reeducando”, explicou o diretor.

Dentre as prioridades estão a reforma das casas – alojamento que acomoda dois presos por unidade, com sala, cozinha, banheiro e dois quartos e investimentos para implementar os projetos da colônia agrícola, com significativa produção de horticultura e criação de gado. Ações que poderão transformar a unidade em autossustentável. Bem como promover a reinserção dos presos à convivência em sociedade por meio de trabalho e palestras de capacitação em todas as áreas. “Hoje recebemos os deputados para ouvir nossas reivindicações e abraçar a nossa causa”, concluiu o diretor Pedro Marques, que apresentou as dependências da unidade aos deputados.