Ministério da Saúde admite legitimidade do uso do termo “violência obstétrica”
http://www.urgentenews.com.br/wp-content/uploads/thumbnail-for-357879.jpg
Saúde
eyJfb3JpZ2luYWxfdXJsIjoiaHR0cDpcL1wvc2F1ZGUuaWcuY29tLmJyXC8yMDE5LTA2LTEwXC9taW5pc3RlcmlvLWRhLXNhdWRlLWFkbWl0ZS1sZWdpdGltaWRhZGUtZG8tdXNvLWRvLXRlcm1vLXZpb2xlbmNpYS1vYnN0ZXRyaWNhLmh0bWwiLCJfd3BfY3Jhd2xlcl9zY2hlZHVsZV9vcmlnaW5hbF9saW5rIjoibm8iLCJfd3BfY3Jhd2xlcl9zY2hlZHVsZV9vcmlnaW5fbG9nbyI6Imh0dHA6XC9cL3d3dy51cmdlbnRlbmV3cy5jb20uYnJcL3dwLWNvbnRlbnRcL3VwbG9hZHNcLzIwMThcLzAxXC9sb2dvLWlnLWZ3LnBuZyIsIl93cF9jcmF3bGVyX3NjaGVkdWxlX29yaWdpbl9sb2dvX2xpbmsiOiJodHRwczpcL1wvd3d3LmlnLmNvbS5iclwvIiwiX3dwX2NyYXdsZXJfc2NoZWR1bGVfY2Fub25pY2FsX2xpbmsiOiJ5ZXMiLCJfd3BfY3Jhd2xlcl9zY2hlZHVsZV9mb250ZSI6IkZvbnRlOiBJRyBTQVx1MDBkYURFIn0=
violência obstétrica
Reprodução/Pixabay

Debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas e grupos de apoio ao parto humanizado

O Ministério da Saúde reconheceu o direito das mulheres de usarem o termo violência obstétrica, para representar experiências vivenciadas durante o parto e nascimento que configurem maus tratos, desrespeito e abusos à parturiente. A posição veio após a recomendação expedida pelo Ministério Público Federal em São Paulo.

A pasta informou ainda que vem adotando medidas para reduzir o número de ocorrências de situações de atendimento inadequado, para que haja um avanço na qualidade da atenção obstétrica e neonatal, incluindo o respeito à autonomia das mulheres, o acolhimento e o cuidado seguro e humanizado.

Segundo o Ministério da Saúde, os abusos e maus tratos durante o parto em instituições de saúde afetam os direitos das mulheres ao cuidado respeitoso, além de ameaçar o direito à vida, à saúde, à integridade física e a não discriminação.

Em maio, o Ministério da Saúde havia divulgado um despacho em que decidia abolir o uso do termo “violência obstétrica” , usado para definir casos de violência física ou psicológica contra mulheres na hora do parto. O relator do documento alegava que a definição tinha “viés ideológico”. 

Nos últimos anos, o debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas, grupos de apoio ao parto humanizado e até do próprio Ministério da Saúde. A pasta definia a agressão como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas”.