Trabalhadores ocupam MontevideoGas, distribuidora da Petrobras no Uruguai
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Economia
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MontevideoGas%2C Petrobras ocupada
Reprodução/Twitter

Trabalhadores protestam na MontevideoGas, uma das distribuidoras de gás da Petrobras no Uruguai




Cerca de 164 trabalhadores ocupam, nesta quinta-feira (25), a MontevideoGas, distribuidora de gás natural canalizado em Montevideu, no Uruguai, controlada pela Petrobras. Na quarta-feira (24), a União Autônoma de Trabalhadores e Empregados da Companhia de Gás (Uaoegas), aprovou em assembleia a ocupação da unidade pelos empregados, chamada de “control obrero”.

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Segundo nota do sindicato, a Petrobras se recusa a encontrar uma saída para a recontratação de 20 empregados que estão no chamado “seguro de paro”, que é o benefício local para trabalhadores desempregados . A Uaoegas está exigindo, ainda, a saída imediata da empresa do serviço de distribuição de gás natural do país.

Apesar da ocupação dos trabalhadores, fontes locais afirmar que a estatal teria obtido uma decisão judicial que impedia o chamado “control obrero”. Mesmo assim, os funcionários paralisam as atividades na distribuidora.

A Petrobras controla duas distribuidoras de gás no país vizinho, a MontevideoGas e a Conecta, mas pretende negociar sua saída do Uruguai já que suas operações no localsão deficitárias. Ao mesmo tempo, a companhia enfrenta sérios problemas com os sindicatos dos trabalhadores locais, que reclamam que a petroleira está tentando reduzir seus custos com a demissão de trabalhadores. 

Plano de demissões

Na quarta-feira (25), a petroleira anunciou a aprovação de um um novo Programa de Desligamento Voluntário, em que espera-se o desligamento de cerca de 4.300 empregados. De acordo com a estatal, o custo previsto com o desligamento é de R$ 1,1 bilhão. “Serão elegíveis os empregados da Petrobras Controladora que estejam aposentados pelo INSS até junho de 2020”, destacou.

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Com as demissões, a Petrobras  espera um retorno de R$ 4,1 bilhões no período 2019 entre 2023. “O programa tem por objetivo promover a renovação nos quadros da companhia”, disse, em nota. “O PDV foi elaborado considerando o custo de reposição dos quadros da companhia, a preservação do efetivo necessário à continuidade operacional e a aderência ao Plano de Negócios e Gestão vigente.”