Prevenção e diagnóstico precoce são as melhores formas de combater o câncer de pele

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Para alertar a população sobre os riscos da exposição aos raios ultravioletas do sol, nocivos à saúde, a Assembleia Legislativa do Paraná lançou durante a sessão plenária desta segunda-feira (02) a Campanha Dezembro Laranja, um mês inteiro dedicado à prevenção e aos cuidados contra o câncer de pele. Iniciativa do deputado Anibelli Neto (MDB), autor do projeto que originou a lei 18.829/2016 que cobra do Poder Executivo estadual, além de empresas, associações e federações, ações que estimulem a conscientização sobre a doença que atinge anualmente mais de 170 mil brasileiros.

“O câncer de pele é o de maior incidência no país, respondendo por 33% de todos os diagnósticos de câncer. No Paraná, somando os cânceres de próstata aos de mama, não são superados os casos de câncer de pele. A Sociedade Brasileira de Dermatologia desenvolve, desde 2014, o movimento Dezembro Laranja, com a promoção de iniciativas de conscientização sobre a prevenção e diagnóstico precoce, incluindo a foto proteção pela redução dos riscos”, declarou Anibelli Neto. “Este ano, foi elaborada uma cartilha que será divulgada para continuar a diminuir os índices do câncer de pele no Paraná”, disse.

“Como existem várias estratégias de prevenção, é mais fácil a população relacionar a cor laranja com a cor do sol, lembrar que a doença existe e prestará atenção para si e para as pessoas próximas sobre os cuidados que deve tomar”, afirmou a dermatologista Flávia Trevisan em exposição que fez aos deputados a convite de Anibelli Neto. “O câncer de pele tem dois grupos principais medidos, o melanoma e o não melanoma. O tipo melanoma é escuro, uma pinta que muda de característica, seja em crescimento, formato, sangramento ou coceira. Se for irregular, como um mapa, algo está errado”, explicou a médica.

Segundo Flávia, o câncer de pele pode levar a morte, porém, o diagnóstico precoce pode significar até 95% de chance da cura total. “O mais importante é a prevenção, porque o melhor é não ter. Mas tendo, que seja diagnosticado cedo”, alertou. “O principal fator de risco é o sol, exposição prolongada ao sol em vários dias ao longo dos anos. É importante fugir do sol nos horários das dez da manhã às quatro da tarde, usar filtro solar de fator mínimo de 30, usar chapéu, bonés, mangas compridas e óculos escuros, além de nunca procurar o bronzeamento artificial, proibido no Brasil pelo risco da doença”, relatou.

Em caso de suspeita de pintas ou manchas que possam ser câncer de pele, Flávia Trevisan recomenda a procura imediata de atendimento médico. “Pode ser direto em unidade básica de saúde, ou um médico dermatologista, especialista em pele. Por vezes o profissional pode precisar de um exame maios aprofundado, como uma biopsia, e com isso indicar o melhor tratamento”, explicou. “É muito mais fácil prevenir e evitar que existam tantos casos todos os anos do que partir para os tratamentos, que podem ser difíceis e dispendiosos e até com chance de não chegarem à cura. Pequenas ações fazem com que o diagnóstico precoce gere, além do cuidado com o paciente, economia para a saúde pública”, afirmou a dermatologista.

Fonte: Assembléia Legislativa do Paraná