O que fazer e como prevenir a epilepsia canina

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A epilepsia canina – ou convulsão canina – é uma alteração na atividade elétrica do cérebro e o tutor deve saber o que fazer e como prevenir esse distúrbio neurológico. Mesmo assustando os tutores e familiares, a epilepsia canina tem tratamento e pode ser prevenida ou reduzida a frequência das crises. 

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Os tutores devem ficar atentos às atividades, principalmente acidentes como quedas bruscas, atropelamentos, brigas entre cães, que são fatores externos que podem afetar o sistema nervoso e ocasionar a epilepsia canina. A alimentação deficiente também pode ser uma desencadeadora de problemas que levarão o pet a sofrer convulsões.

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A epilepsia canina tem tratamento


Entre os principais fatores estão:

  • Fator hereditário: uma das causas mais comuns e que pode aparecer até os 5 anos de vida.
  • Infecção e tumores: atenção redobrada se o pet já teve doença causada por vírus, bactéria, fungo, protozoário ou tumores que atacaram o sistema nervoso.
  • Problemas Cardíacos: problemas vasculares podem desencadear uma crise convulsiva nos peludos.
  • Acidentes como atropelamentos, quedas bruscas ou de grandes alturas que causam traumas no sistema nervoso.
  • Alimentação: esse é um dos fatores mais determinantes para a saúde dos pets.  A quantidade correta e o balanceamento das refeições garantem a estabilidade do organismo, evitando doenças e aumentando a expectativa de vida . Alguns ingredientes, como corantes e flavorizantes podem aumentar o risco de convulsões em cães, pois são nocivos à saúde.

Alguns fatores que desencadeiam os quadros convulsivos podem ser controlados com a Alimentação natural (AN), quando prescrita pelo Veterinário Nutrólogo ou Zootecnista, especialmente para as patologias como: deficiência de cálcio, insuficiência renal, hiperglicemia no caso do cachorro diabético, sobrecarga no fígado, hipoglicemia, níveis muito baixos de cálcio, principalmente em fêmeas em pós-parto,  entre outros.

O que fazer durante as convulsões

O tutor deve manter a calma para conseguir atender e ajudar seu pet nesse momento. Apague as luzes, retire as crianças, deixando o ambiente o mais escuro, calmo e silencioso e depois tire objetos e móveis que possam machucar o cachorro.

Mantenha as mãos longe da boca do cão. Muita gente acredita que os cães podem engasgar com as próprias línguas durante convulsões, mas isso é não acontece. O tutor deve manter a mão longe da boca do cão durante a crise, para evitar mordidas fortes. Também não coloque objetos na boca do pet, pois ele pode engasgar ou ainda quebrar dentes.

As crises geralmente são rápidas, mas, se estiverem se repetindo muito ou se alongarem demais, o tutor deve procurar o veterinário com urgência, pois as crises longas podem ser fatais.

Quando a crise chegar ao fim, mantenha-se ao lado do cão, procure acalmá-lo, falando com ele suavemente e mantenha-o confortável no lugar onde está, sem fazer muitos movimentos.

Procure o veterinário, relate o ocorrido e realize os exames solicitados para verificar o quadro geral e as possíveis sequelas que possam ter ficado das convulsões.

Certamente a alimentação será um dos temas da conversa com o veterinário, melhorando a dieta, como uma das formas de prevenir ou evitar problemas renais, cardíacos, baixos níveis de nutrientes e vitaminas, entre outros problemas que podem ser controlados pelo tutor para melhorar a saúde do pet.

A alimentação natural (AN) é bastante indicada para os cães que sofrem com problema de epilepsia, pois evita que o pet consuma substâncias que promovam inflamações no organismo como corantes e conservantes, trigo, milho, soja, derivados do leite e carne bovina. Pães, bolos, biscoitos devem ser evitados drasticamente, pois aumentam as curvas glicêmicas.

Fonte: IG PET