No radar do governo, privatização dos Correios não é citada pelo novo presidente

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Tomaz Silva/Agência Brasil

“A missão é continuar fortalecendo o desenvolvimento da empresa”, disse Floriano Peixoto, novo presidente dos Correios

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse na manhã desta sexta-feira (21) que a privatização dos Correios “está no radar”, apesar de não estipular um prazo para que a venda se concretize. O novo presidente da estatal, general Floriano Peixoto, no entanto, evitou comentar sobre o assunto, prometendo fortalecer o desenvolvimento da empresa.

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“Não depende da vontade da gente, depende da legislação. Então não temos prazo. Há uma intenção, sim, está no radar essa questão, mas no momento o trabalho do general Floriano Peixoto dentro dos Correios é para fazer o melhor possível para que a empresa volte a ser o que era um tempo atrás”, declarou o presidente.

Já Floriano Peixoto, de saída do comando da Secretaria-Geral da Presidência , disse estar “bastante motivado” para fortalecer “indicadores referenciais de eficiência” da empresa. “Eu prefiro não adiantar nada nesse particular [privatização]. Minha missão é continuar fortalecendo o desenvolvimento da empresa. E essa questão vai ser levada oportunamente à decisão do presidente Bolsonaro”, afirmou o ex-ministro.

Ex-presidente dos Correios

Bolsonaro havia anunciado a demissão do presidente dos Correios , o também general Juarez Cunha, ao fim de um café da manhã com jornalistas na última sexta-feira (14). Segundo o presidente, a exoneração foi motivada pela recente à ida de Cunha à Câmara dos Deputados, a convite de partidos da oposição. Bolsonaro disse que  o general se comportou “como um sindicalista” na ocasião e posou para fotos com deputados do PT e do PSOL.

Fonte: IG ECONOMIA