Líderes do PSL defendem Bolsonaro e atacam manifestantes: “Fumadores de maconha”

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Divulgação/UNE

Alunos e professores de todo o Brasil fazem paralisações e protestos contra o corte de 30% no orçamento das instituições de ensino

Após o presidente Jair Bolsonaro chamar de “idiotas úteis” os estudantes que se manifestaram contra os cortes na educação nessa quarta-feira (15), o líder do PSL na Câmara dos Deputados, Delegado Waldir (GO),  saiu em defesa do presidente. Os protestos ocorreram em ao menos 228 cidades.

“São manipulados. E são uma minoria. Quantas pessoas foram para as ruas? Foram aqueles fumadores de maconha, baderneiros, que picham as faculdades. Eles não querem a faculdade pública? Então abram espaço. Eu estudei na PUC e vim da escola pública. Por quê? Porque esses almofadinhas que foram para as ruas tomaram a minha vaga”, disse o líder do PSL

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“Porque querem parar? Hoje é feriado? O que acontece é que pessoas não estão acostumadas com palavras firmes e duras que o presidente usa. Ele não vai mudar o perfil dele. Temos liberdade de expressão. Queriam um presidente que enrolasse o povo brasileiro? Ele não enrola, fala a verdade. Quando erra, vai lá e pede desculpa. Mas ele falou aquilo que ele pensa e não mentiu”, completou. 

A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), também comentou a fala de Bolsonaro e afirmou que o presidente foi “ele mesmo”.  “Quem votou no Bolsonaro sabe que ele tem um posicionamento muito firme com essas questões ideológicas. Eu não imagino o presidente mandando uma mensagem de afago e de carinho para grupos que estão fazendo movimentos de rua travestidos, embalados em uma bandeira vermelha”, defendeu.

“Ali tem muita gente que é viúva do governo passado, então não queiram que o presidente, sendo o homem forte que ele é, acabe virando um presidente água com açúcar, como ele nunca foi. Então, ele simplesmente foi o presidente Bolsonaro”, completou Joice. 

A líder do governo ainda elogiou o ministro da Educação, Abraham Weintraub, que foi  convocado a prestar esclarecimentos sobre o corte de verbas na Câmara. A deputada afirmou que ele se “saiu muito bem” e negou que os cortes da pasta tenham ocorrido por pauta ideológica.