Jeep Renegade Limited:  quando o máximo nem sempre é o melhor

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Jeep Renegade branco
Carlos Guimarães/iG

Jeep Renegade Limited vem com luzes diurnas de LED, rodas de aro 19 e grade pintada de cinza grafite de série

Quando o Jeep Renegade recebeu retoques visuais e novos equipamentos, em outubro último, houve quem duvidou que as poucas mudanças seriam suficientes para manter o SUV com apelo no mercado. De fato, perceber as alterações no carro beira o jogo dos sete erros. Mas, não é que acertaram na receita?

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Conforme os números da Fenabrave (Federação dos Distribuidores de Veículos), o Jeep Renegade é o SUV mais vendido do Brasil no acumulado de janeiro a abril, com 21.313 unidades, seguido pelo Nissan Kicks (16.604) e Honda HR-V (15.646), considerando os modelos compactos.

Na versão topo de linha Limited (R$ 105.990), o Renegade vem com um pacote recheado de equipamentos que inclui faróis com luzes diurnas de LED, rodas de liga-leve de aro 19, multimídia com tela sensível ao toque de 8,4 polegadas, mostrador digital colorido e configurável no cluster , entre outros itens.

Com bancos de couro, material que também reveste o volante, o interior do SUV compacto da Jeep agrada. Claro que você vai ter que se acostumar com o volante com 18 botões, considerando os que ficam escondidos na parte de dentro do aro. Mas é só. De resto, temos pontos positivos com o o bom ângulo de visão dos retrovisores, além de porta-objetos que realmente funcionam e som de boa qualidade entre os principais destaques.

Acelerando o Jeep Renegade Limited


Painel do Jeep Renegade
Divulgação

Interior do Jeep Renegade Limited é caprichado e tem até mostrador no cluster colorido e configurável

O que desanima no Renegade Limited é a falta de fôlego do motor 1.8, que deve continuar sendo usado pela FCA, mas nessa versão topo de linha do SUV compacto deve dar lugar ao novo 1.3 FireFly turbinado em breve, provavelmente, até o início do segundo semestre. Por enquanto, se precisar de mais agilidade, uma saída é usar as hastes atrás do volante para subir o giro do preguiçoso 1.8.

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Nas primeiras marcações do contagiros o carro não responde com rapidez nas ultrapassagens. É preciso reduzir marcha e manter o ponteiro entre 3.750 rpm e um pouco acima dos 5.000rpm se quiser alguma rapidez. Caso contrário, deixando o câmbio automático de seis marchas assumir o controle é preciso paciência, uma vez que a ordem é manter o motor em baixa rotação para economizar combustível.

Afora a certa apatia do motor 1.8 e do câmbio pacato, mesmo com centro de gravidade relativamente alto, o Renegade tem estabilidade surpreeedente, com um acerto de suspensão exemplar. Consegue absorver bem as irregularidade do piso e manter o carro firme nas curvas, ajudado pelos pneus 235/45R e controles eletrônicos de estabilidade e tração.


Jeep Renegade Limited
Carlos Guimarães/iG

Versão mais equipada do Jeep Renegade tem itens exclusivos, mas faltou lanterna de LED na traseira, como acontece no modelo europeu

A direção com assistência elétrica também é outro item bem ajustado no carro, assim como os freios, que são a disco nas quatro rodas e bem equalizados, o que evita sustos, mesmo pisando com mais força no pedal. Ponto também para o isolamento acústico, bem como para os ângulos de entrada (27°) e saída (31°) e a distância livre do solo (21,1 cm). Isso tudo facilita passar por buracos, lombadas, valetas e outros tipos de obstáculos pelo caminho.

Ainda em função do motor 1.8, que deve ser substituído pelo 1.3 turbo (que rende cerca de 150 cv) pelo menos nas versões mais equipadas do Renegade, o consumo não é dos mais animadores. Conforme o Inmetro, o carro faz 6,4 km/l de etanol na cidade e 8 km/h na estrada, números que passam para 9,4 km/l e 11,6 km/l, respectivamente, como gasolina. 


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Mesmo com mudanças no estepe para aumentar o volume do porta-malas, o espaço ainda continua com apertados 320 litros, tamanho compatível com o de hatches médios e até aguns compactos. Entretanto, isso não  assustou muitos compradores de SUVs, já que o Reegade se mantém na liderança de vendas hoje em dia.

Conclusão

Na versão Limited, o Jeep Renegade logo deverá ganhar novo motor 1.3 turbo, o que vai resolver a questão de falta de fôlego e do consumo do SUV, o “Calcanhar de Aquiles” do carro. Portanto, pelo menos por enquanto, levando em conta o preço, o rival Creta Prestige (R$ 104.990) custa quase o mesmo e ainda vale mais a pena.

Ficha técnica

Preço:  a partir de R$ 105.990

 Motor: 1.8, quatro cilindros, flex

Potência : 139 cv (E)/135 cv (G) a 5.750 rpm

Torque: 19,3 kgfm (E) / 18,7 (G) a  3.750 rpm

Transmissão:  Automático, 6 marchas, tração dianteira

Suspensão:Independente (dianteira e traseira) 

Freios: Discos ventilados na dianteira e sólidos na traseira

Pneus: 235/45 R19 

Dimensões: 4,24 m (comprimento) / 1,79 m (largura) / 1,73 m (altura), 2,57 m (entre-eixos)

Tanque : 60 litros

Porta-malas: 320 litros 

 Consumo: 9,4 km/l (cidade) /11,6 km/l (estrada) com gasolina

0 a 100 km/h: 11,8 segundos 

Vel. Max: 178 km/h 

IG CARROS