Justiça do RJ bloqueia R$ 195 milhões de Cabral, Eike e de outros empresários

5

Cabral e Eike
undefined

Justiça bloqueou R$ 195 milhões de Sergio Cabral, Eike Batista e outros empresários

A Justiça Estadual do Rio de Janeiro determinou o bloqueio de mais de R$ 195 milhões em bens do ex-governador Sérgio Cabral, da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, do empresário Eike Batista e de outros diretores ligados ao Grupo EBX, comandado por Eike. A informação foi divulgada pela coluna de Ancelmo Gois desta quarta-feira .

Leia também: Explosão na CSN deixa ao menos 30 funcionários feridos

A decisão, em caráter liminar, foi tomada pela juíza da 4ª Vara de Fazenda Pública Estadual,  Aline Maria Gomes Massoni da Costa, após pedido da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ), no âmbito de uma ação de improbidade administrativa. A medida tem como alvo o esquema de corrupção envolvendo o Grupo EBX, do empresário Eike Baptista, e o alto escalão da antiga administração estadual, liderada pelo ex-governador Sérgio Cabral .

O valor bloqueado corresponde ao triplo do valor que teria sido pago em cada esquema de corrupção, conforme apurado nas investigações do Ministério Público Federal ( MPF ).

Foram bloqueados, ao todo, R$ 192.640.318,20 das contas, relacionados ao pagamento de U$ 16.5 milhões no exterior (conta no Uruguai), por contrato fictício de intermediação na aquisição de uma mina entre uma empresa do Grupo X (Centennial) e uma Offshore de fachada de Sergio Cabral (Arcadia).

Outros R$ 3 milhões estão relacionados a um contrato fictício celebrado entre o conglomerado de Eike e o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, no valor de R$ 1 milhão.

Leia também: Bolsonaro receberá prêmio e terá reunião com ex-presidente no Texas; veja agenda

Em nota, o advogado Fernando Martins informou que a ação de improbidade é mais uma “aberração jurídica” sofrida por Eike Batista, “especialmente porque tem origem em fatos que comprovadamente não existiram e com certeza serão sepultados no julgamento de segunda instância”. Procurados, os advogados de Cabral e de Adriana Ancelmo não haviam se manifestado em relação ao bloquei até a publicação da reportagem.

IG Nacional