Tragédia de Brumadinho completa três meses, ainda com poucas respostas

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Um caminhão destruído e coberto por lama após ser atingido por rompimento da barragem em Brumadinho
Divulgação/Embaixada de Israel

Rompimento da barragem da Vale em Brumadinho completou três meses sem muitas respostas

No dia 25 de janeiro, a cidade de Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi atingida por um mar de lama e rejeitos, quando a barragem 1 da Mina Córrego do Feijão da Vale se rompeu.

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Centenas de pessoas foram afetadas pelo rompimento da barragem. Até agora, 232 mortes já foram confirmadas pelas autoridades e 40 pessoas continuam desaparecidas. Segundo os bombeiros, as buscas em Brumadinho não vão se encerrar enquanto todas as pessoas não tiverem sido encontradas.

Atualmente, 139 profissionais ainda trabalham nas buscas, divididos em 19 frentes de trabalho e com o auxílio de 73 máquinas pesadas e um drone.

Como aconteceu em Mariana e no Rio Doce mais de três anos antes, cenários do rompimento de outra barragem de rejeitos, os danos ambientais decorrentes do desastre de 25 de janeiro também são catastróficos. O Rio Paraopeba , que atravessa a região onde está localizada a barragem, foi contaminado e o uso de sua água foi proibido .

Três meses depois da tragédia, os atingidos ainda sofrem não só com as consequências diretas do rompimento, mas também com a incerteza sobre seus acordos de reparação , que ainda não foram selados com a mineradora. 

Medidas de segurança e responsabilização

Em menos de cinco anos, Minas Gerais foi palco pela segunda vez de uma tragédia como essa. Para evitar futuros desastres, famílias foram removidas das proximidades de barragens que corriam o risco de se romper.

O governo federal alterou regras para a construção de barragens, tornando-as mais rígidas. Outra consequência do rompimento foi a instalação de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs), uma na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, uma na Câmara dos Deputados e uma no Senado Federal.

Até agora, 13 pessoas já foram presas, mas todas foram liberadas pouco tempo depois. As  causas do rompimento não foram esclarecidas e ninguém foi responsabilizado criminalmente até o momento.

São muitas as idas e vindas políticas e jurídicas que marcaram o sofrimento dos atingidos nos últimos três meses. Por isso, organizamos cronologicamente as prisões, investigações e os acordos de reparação. Confira: