Primo dos filhos de Bolsonaro atuou na Alerj e como vendedor de marcas de roupas

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 Leo Índio
Reprodução/Instagram

Sobrinho de Bolsonaro, Leo Índio, ao lado de Carlos Bolsonaro

Antes de ser nomeado assessor parlamentar no Senado , no gabinete de Chico Rodrigues (DEM-RR), o primo dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, de 36 anos — mais conhecido como Léo Índio — construiu sua carreira no comércio e no varejo e atuou por sete anos na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Léo Índio é filho de Rosemeire Nantes Braga Rodrigues, irmã de Rogéria Nantes, mãe dos três filhos políticos de Bolsonaro. 

Suas experiências profissionais mais recentes foram no setor de bebidas. Chegou a fazer um curso de coquetelaria básica. O último emprego que registrou em seu perfil no Linkedin foi na área comercial da marca de cafés especiais Moccato, onde entrou em 2016. Antes disso, Léo Índio foi gerente de vendas da empresa de coquetéis de cachaça Quero Chuva, entre 2013 e 2016.

Em Brasília, foi ainda vendedor e gerente em lojas de conhecidas marcas de roupas, como Ellus Jeans Deluxe, TNG e Wöllner. Formado no ano passado em Administração de Empresas pela Universidade Cândido Mendes, Léo Índio também se aventurou, em 2013, em seu próprio negócio. Abriu a Oca do Índio, um hostel localizado no Centro do Rio.

Em um currículo compartilhado em seu perfil no Linkedin, o hoje assessor parlamentar se descreve como comunicativo, versátil, criativo, persuasivo e objetivo. Em outro, divulgado na mesma rede social, informou que tinha remuneração de R$ 2 mil em um emprego anterior, valor bem menor que os R$ 14 mil pagos ao cargo para o qual agora foi nomeado no Senado.

Apesar da trajetória no varejo, o contato com o Congresso não será sua primeira experiência como assessor parlamentar. Na Alerj, ocupou o mesmo posto entre 2006 e 2012, quando o primo, o hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), era deputado estadual na casa. Como referência de ex-chefe do período em que trabalhou na Alerj, indicou no currículo o nome de Miguel Angelo Braga Grillo, atual chefe de gabinete de Flávio no Senado , que ocupava a mesma função na Alerj.

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Nas redes, clima informal e conexão com os Bolsonaro

Leo Índio não esconde o orgulho de fazer parte da família Bolsonaro em seus perfis nas redes sociais. Sua foto de capa no Facebook é um clique ao lado do presidente. Na imagem, os dois estão vestidos com roupas próprias para praticar exercícios, num clima bem mais informal do que Índio enfrentará no dia a dia em Brasília.

Nesta quarta-feira, Léo Índio usou o Instagram para comentar a nomeação no Senado . No texto, ressaltou que suas características profissionais são fruto de “duas décadas de trabalho árduo e de preciosas lições aprendidas em família”.

“Pertenço à família do presidente, como já foi veiculado algumas vezes pela imprensa, razão pela qual constantemente suporto julgamentos e diversos tipos de ataque, e farei questão de trabalhar para mostrar o quão injustos são. Sempre acreditei na meritocracia e no valor do trabalho, verdadeiro fiador das liberdades individuais. A boa política, entretanto, é indissociável de mim desde a infância”, escreveu.

Seu perfil foi marcado em dezenas de fotos em momentos de celebração com amigos em bares e baladas. A quadra do Morro Santa Marta, em Botafogo, o Mercado das Pulgas, em Santa Teresa, e o restaurante Zozô, na Urca, são alguns dos lugares mais frequentados. Para além da diversão e dos drinks, Léo Índio marca presença e é registrado em encontros com a família. No Natal de 2018, posou ao lado dos pais, avós e primos para uma foto publicada por Claudio Marcio, seu pai. 

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Acompanhar novidades sobre esportes é outra atividade rotineira. Entre os vídeos curtidos por ele no Facebook, são maioria os que mostram grandes lances de partidas de futebol. Léo Índio não deixa de acompanhar ainda vídeos relacionados à política, como as transmissões ao vivo feitas pelo clã Bolsonaro no Facebook.

Fonte: IG Política