Após esbarrão em casa noturna, policial civil mata PM a tiros no DF; veja vídeo

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Reprodução/Facebook

Vítima da confusão na casa noturna é o primeiro-tenente Herison Oliveira Bezerra na Polícia Militar

Um desentendimento entre dois policiais armados dentro de uma casa noturna no Distrito Federal resultou na morte de um deles, na madrugada desta segunda-feira (15). A vítima é o primeiro-tenente Herison Oliveira Bezerra, policial militar (PM) do 10º Batalhão de Polícia Militar, da Ceilândia. 

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O crime aconteceu na casa noturna Barril 66, localizada às margens da Estrada Parque Núcleo Bandeirante. O homem acusado de ter matado o PM é um policial civil, identificado como Péricles Junior, lotado na 14ª Delegacia de Polícia, de Gama. Nas imagens da câmera de segurança do lugar, é possível ver Péricles atirando no primeiro-tenente.

Uma mulher também ficou ferida pelos disparos feitos dentro do estabelecimento e precisou ser levada ao Hospital de Base do Distrito Federal . De acordo com o Metrópole , não há informações sobre o estado de saúde dela. A esposa do PM quase foi atingida, mas passa bem. A vítima deixa um filho adolescente.

Os tiros aconteceram por volta das 3h. As imagens mostram quem ambos os policiais estavam dentro do estabelecimento, consumindo bebidas, quando esbarraram em meio ao bar. Imediatamente, o policial civil sacou a arma e apontou para o PM, que também tirou uma pistola da calça. No entanto, antes de qualquer ação do PM, o policial civil atirou, alvejando o tenente.

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Herison Bezerra levou três tiros no tórax, chegou a ser levado ao Hospital Regional de Taguatinga (HRT), mas não resistiu aos ferimentos. Aos delegados, o acusado alegou legítima defesa, porque o PM também estava armado. O caso será investigado.

Segundo a Polícia Militar, o policial civil assumiu o crime e foi conduzido preso para a 21ª DP (Taguatinga Sul), responsável por investigar o caso. Antes de assumí-lo, no entanto, Péricles tentou fugir do local, mas foi contido por uma guarnição da Polícia Militar .

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Ainda de acordo com testemunhas ouvidas pelo jornal, ambos os oficiais já haviam discutido antes de ocorrerem os disparos. Frequentadores da casa noturna disseram que o militar teria ido ao banheiro e o agente ficou esperando na porta. No entanto, informações preliminares apontam que a discussão se deu por conta de um esbarrão.

IG Nacional