Excursão de escola pública é barrada no Shopping JK Iguatemi: local “para elite”

70
source

Funcionária do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, tentou proibir a entrada de uma excursão escolar da rede pública
Divulgação/Grupo Iguatemi

Funcionária do Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, tentou proibir a entrada de uma excursão escolar da rede pública


Alunos de uma escola pública de Guaratinguetá foram impedidos de entrar no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo, na última segunda-feira (18). De acordo com uma funcionária, o espaço é um local “para elite” e não poderia receber as crianças.

Leia também: Shopping de área nobre de SP pede para apreender crianças e adolescentes de rua

Com idades entre seis e dez anos, o grupo de alunos da escola municipal Professora Francisca Almeida Caloi, em Guaratinguetá,  estavam em uma excursão escolar para o Shopping Jk Iguatemi com o objetivo de visitar uma exposição e almoçar.

Ao chegarem no local da exposição ” Mickey 90 anos “, em homenagem ao desenho animado protagonista da Disney, foram informados de que não poderiam entrar. Segundo uma funcionária, o local era destinado à “elite”. 

Ela afirmou, ainda, que a praça de alimentação do shopping já estava lotada, e que não havia nenhum lugar apropriado ou de piquenique para as crianças comerem no estabelecimento. A funcionária também teria sugerido que a presença dos alunos da escola pública  traria problemas com a segurança do shopping .

Leia também: Câmeras registraram momentos antes de jovem ser imobilizado no Extra; assista

Para conseguirem entrar no local, a Secretaria da Educação de Guaratinguetá precisou ser acionada, permitindo, então, o acesso das crianças. Depois disso, a excursão seguiu normalmente.

Resposta do JK Iguatemi


JK Iguatemi disse que não compactua com comportamento da funcionária e que trabalha para que seus clientes se sintam acolhidos
Divulgação/Grupo Iguatemi

JK Iguatemi disse que não compactua com comportamento da funcionária e que trabalha para que seus clientes se sintam acolhidos

Em nota, o JK Iguatemi disse que a colaboradora que causou o problema é terceirizada da Organização Social Orientavida, ONG (Organização Não Governamental) que é responsável pelo evento do Mickey. O shopping também disse que solicitou à ONG que reforce seu treinamento com a equipe de funcionários e que não compactua com a atitude.

Também em publicação oficial, a Organização Social Orientavida isse que o caso foi “isolado e pontual”: ““O ocorrido na última segunda-feira (18) foi um fato isolado e pontual. A Orientavida, que se dedica há 20 anos em projetos de inclusão com o objetivo de ajudar as dificuldades sociais, destaca ainda que não compactua com qualquer ato de discriminação”, escreveu.

Leia também: Empresário acusa Caixa de racismo e é expulso após levar gravata de PM; assista

O Shopping JK Iguatemi disse, ainda, que trabalha para que todos os seus clientes se sintam acolhidos e bem-vindos.

Fonte: IG ECONOMIA