“Não lembro desse cara”, diz Bolsonaro sobre suspeito de matar Marielle

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Bolsonaro comentou a prisão dos dois suspeitos no assassinado de Marielle Franco
Divulgação/Planalto

Bolsonaro comentou a prisão dos dois suspeitos no assassinado de Marielle Franco

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que não se lembra do policial reformado Ronnie Lessa, suspeito de matar a vereadora Marielle Franco. A afirmação responde às suspeitas sobre uma suposta proximidade do presidente com Lessa, que tem uma casa no mesmo condomínio de Bolsonaro na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

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“Não lembro dessa cara. Meu condomínio tem 150 casas”, disse Jair Bolsonaro sobre o suspeito de matar Marielle Franco . Ele também afirmou que há outras pessoas em seu condomínio que já foram presas, entre elas, uma mulher por tráfico internacional de droga e um envolvido na Operação Lava Jato.

Sobre a afirmação de que seu filho mais novo, Jair Renan, teria namorado a filha de Ronnie Lessa, Bolsonaro afirmou que o jovem também não lembra da menina. “Meu filho Jair Renan disse naquele linguajar: ‘papai, namorei todo mundo no condomínio, não lembro dessa menina’”.

As afirmações foram dadas em um café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto na manhã desta quarta-feira (13).

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Além disso, após a prisão de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz na manhã de terça-feira (12) – ambos suspeitos de serem os responsáveis pela execução de Marielle –  uma foto do presidente ao lado de Queiroz circulou nas redes sociais.

Em seu perfil em uma rede social, o suspeito, além das fotos com o presidente, fez campanha para Bolsonaro durante as eleições. Questionado a respeito, Bolsonaro respondeu que tem “milhares de fotos com milhares de policiais civis e militares do Brasil todo”.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) havia afirmado, na terça-feira (12), que espera que as investigações tenham descoberto  quem foram os executores e os mandantes do assassinato de Marielle e seu motorista, Anderson Gomes.

“Espero que realmente a apuração tenha chegado de fato a quem foram os executores, se é que foram eles, e a quem mandou matar”, disse Bolsonaro  em entrevista coletiva. Ele afirmou que acredita ser possível ter havido um mandante na morte de Marielle Franco .