Investigação combate crimes ambientais na Baia de Chacororé no Pantanal mato-grossense

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Assessoria | PJC-MT

A investigação de crimes ambientais praticados em uma propriedade que faz parte da Baia de Chacororé, região do Pantanal mato-grossense, na localidade do município de Santo Antônio do Leverger (34 km ao Sul), teve o inquérito concluído na semana passada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), da Polícia Judiciária Civil.

O trabalho objetivou combater crimes ambientais cometidos por um grupo de pessoas que estariam se apropriando da área da Baia de Chacororé, que está inserida na Planície Alagável da Bacia do Alto Paraguai.

Oito pessoas envolvidas em crimes ambientais e posse/porte de arma de fogo foram responsabilizadas em dois inquéritos policiais e dois termos circunstanciados de ocorrência.

A apuração resultou na realização de quatro operações policiais da Dema, com a Gerência de Operações Especiais (GOE), fiscais da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema),  IBAMA e Politec. Ficou constatado indícios de que um grupo de posseiros estavam se apropriando da área de uma fazenda, loteando as terras e comercializando por R$ 300 reais. No local, a fiscalização encontrou barracos, lixos, cortes de árvores nativas em área de preservação ambiental e armas de fogo.

Cinco armas de fogo, modelos espingardas e cartucheiras, eram usadas no abate de animais silvestres.  A investigação demonstrou que os suspeitos estavam praticando crimes ambientais na área que vinha sofrendo esbulho possessório (grilagem). Documentos encontrados, como fichas cadastrais,apontam para finalidade ilícita a posse alheia da propriedade particular.

Também ficou comprovado desmatamento de 15,12 hectares, em período recente, e ocupação por acampamento com cerca de 40 barracos rústicos, construídos com troncos de madeira e coberto com folha de palmeiras.

Conforme o delegado-adjunto da Dema, Gianmarco Paccola Capoani, “trata-se de uma região de vital importância para a preservação da biodiversidade do Bioma Pantanal, o que impõe aos órgãos ambientais especial atenção no combate a essas praticas ilícitas”.