Produção sustentável de algodão é discutida na Costa do Marfim

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A produção sustentável de algodão é tema da 77ª Reunião do Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC), que acontece nesta semana em Abidjan, capital da Costa do Marfim. O assunto é caro ao Brasil, de acordo com o coordenador geral da Secretaria de Política Agrícola, Sávio Pereira, que representa o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento no evento, já que “o país é um dos maiores players do mercado global”. 

Neste ano, está sendo colhida a maior safra da história brasileira, 2 milhões de toneladas. “Passamos a ocupar o posto de quarto maior produtor e o terceiro de maior exportador mundial”, destaca. Além disso, serão colhidos 3 milhões de toneladas de caroço, usado na alimentação animal.

De acordo com estudos da Embrapa, o algodoeiro é excelente alternativa para compor um plano de rotação de culturas. O monocultivo leva invariavelmente ao insucesso da atividade. Em substituição ao modelo de produção predominante deve-se dar prioridade ao Sistema Plantio Direto (SPD), que envolve, simultaneamente, todas as boas práticas conservacionistas.

Previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que o Brasil se tornará o segundo maior exportador de algodão na safra 2018/19. Mas a produção e o consumo mundiais devem apresentar queda neste ano. Números do Comitê Consultivo Internacional do Algodão apontam produção de 26,3 milhões de toneladas, ante 27 milhões/t previstas inicialmente. Já o consumo deve cair para 27,5 milhões de toneladas porconta das incertezas da economia mundial.

O IcacFormado em 1939, o Comitê Consultivo Internacional do Algodão é uma associação de países produtores fundado em 1939, com sede em Washington, Estados Unidos. O Icac serve como um fórum para a discussão de questões de algodão de importância internacional. O Brasil é um dos 26 países membros e foi um dos fundadores da entidade.

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