Polícia Civil descobre que roubo em Chapada dos Guimarães foi armado por genro da vítima

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Assessoria | PJC-MT

Inquérito conduzido pela Polícia Judiciária Civil de Chapada dos Guimarães (67 km ao Norte) esclareceu que o roubo em uma residência na cidade, de onde foi levada uma caminhonete Hilux, foi na verdade uma simulação armada pelo genro do proprietário do imóvel.

O crime foi praticado por dois menores em pleno acordo com Henrique Freitas de Jesus (genro da vítima), 18 anos, que está preso por mandado de prisão pelo crime, e Claudinei Mendes de Souza, conhecido como Nego, tio de um dos menores, que é procurado e possui longa ficha criminal.

Ambos os suspeitos (Henrique e Claudinei) foram indiciado por furto qualificado, (concurso de pessoas e abuso de confiança), fraude processual, associação armada, corrupção de menores e porte ilegal de arma de uso permitido.

O inquérito policial presidido pelo delegado, Marcelo Melo de Laet, foi encaminhado ao Fórum de Chapada, na quarta-feira (04). Nos autos, o delegado esclareceu que tudo não passou de uma simulação, que ao invés de roubo noticiado no dia 25 de junho de 2018, o que aconteceu foi um furto qualificado, praticado na residência no bairro Altos do Mirante.

“Consta nos autos que os envolvidos teriam simulado a prática do crime de roubo, inclusive com a utilização de armas de fogo e restrição de liberdade da suposta vítima Henrique Freitas, para ocultar a verdade dos fatos e da autoria, com o fim de induzir a erro e produzir efeitos nos autos do inquérito policial”, disse o delegado.

O roubo simulado

O suposto roubo, configurado na investigação como furto qualificado, ocorreu na tarde do dia 25 de junho. O proprietário da casa não estava no imóvel, somente seu genro, Henrique Freitas de Jesus, 18, (até então vítima). Inicialmente, ao ser ouvido, a suposta vítima (Henrique) narrou ter sido rendida por pessoas armadas, que após levaram a  caminhonete Hilux.

Na ocasião, a Polícia Militar apreendeu dois menores de 17 anos, dentro da caminhonete, de propriedade do dono da residência.

Nas investigações, a Polícia Civil acabou descobrindo que tudo não passou de uma farsa armada por Henrique em coautoria com Claudinei Mendes de Souza, 28 anos, que é tio do menor G.M.A.  Ele instruiu o sobrinho sobre toda a ação delituosa.

Os dois menores A.G.R.N e G.M.A, confessaram o ato infracional em audiência de apresentação no Ministério Público, apontando o comparsa e o autor intelectual, Henrique Freitas de Jesus. Os menores cumprem medida socioeducativo em Cuiabá.

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